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Tuma admite que eleição do Corinthians de 28 de novembro corre risco por inquérito do MP e ação na Justiça

Presidente do Conselho Deliberativo diz que "tem muita situação correndo" e sugere que Osmar Stabile feche um TAC com o Ministério Público para evitar intervenção judicial

Por Redação TV Arena30/09, 19h50
Arte: TV Arena Esportes.

O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, admitiu nesta quarta-feira (30) que a eleição presidencial do clube, marcada para 28 de novembro, no Parque São Jorge, pode não acontecer na data prevista. Perguntado em entrevista coletiva reservada a jornalistas se havia risco de o pleito não ser realizado, respondeu: "Sim. Tem muita situação correndo", segundo o Meu Timão.

A maior ameaça é o inquérito civil aberto pelo Ministério Público de São Paulo, conduzido pelos promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, que avalia se há motivo para pedir uma intervenção judicial no clube. A investigação pode terminar em uma ação civil pública ou em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com correções internas. O Diário da Mídia lembra que o inquérito não tem prazo para ser concluído e que, se a Justiça nomear um interventor, a presidência pode acabar definida por decisão judicial, e não pelo voto dos associados. Sobre a situação atual do clube, Tuma disse que "com certeza, o estado de coisas hoje facilita muito" a análise do MP.

Há ainda uma ação movida por um associado contra as regras fixadas pela Comissão Eleitoral. O processo contesta a taxa cobrada de cada candidato (três mensalidades do título familiar), a taxa de inscrição das chapas (25 mensalidades do título individual) e a exigência de reconhecimento facial para votar. Paralelamente, a Assembleia Geral que votaria a reforma do estatuto já foi suspensa quatro vezes; a mais recente em 18 de setembro, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a pedido de três conselheiros vitalícios.

Tuma sugeriu que o presidente Osmar Stabile procure o MP antes que o caso avance. "No papel do Osmar, eu faria um gesto para o Ministério Público", afirmou, propondo um TAC nos termos de "vamos construir juntos esse caminho aqui e daqui a três meses eu entrego o cargo". Ele também rebateu a acusação de Stabile de que estaria por trás dos requerimentos que chegam diariamente à diretoria: "Isso não cabe a mim. São os conselheiros". Stabile foi eleito de forma indireta depois do impeachment de Augusto Melo, em agosto de 2025, e a possibilidade de ele disputar a reeleição ainda depende de análise da Comissão Eleitoral, de acordo com a Gazeta Esportiva.

Cinco pré-candidatos já se apresentaram: o economista e ex-diretor de futebol Sérgio Janikian, 58 anos; André Luiz Oliveira, o André Negão, 66, cofundador do grupo Renovação & Transparência; o gestor de investimentos André Castro, 46; o empresário Rozallah Santoro, 58, ex-diretor financeiro na gestão Augusto Melo; e o conselheiro vitalício José Augusto Mendes, 66, ex-secretário-geral. A conselheira vitalícia Miriam Athiê também sinaliza interesse, segundo a Gazeta Esportiva.

A crise política corre em paralelo à briga contra o rebaixamento. O Corinthians é o 14º colocado do Brasileirão, com 32 pontos em 28 jogos, três acima do Grêmio, primeiro time da zona de rebaixamento. O elenco voltou aos treinos nesta quarta depois da folga e, após a Data Fifa, enfrenta o Internacional em 7 de outubro, no Beira-Rio, em confronto direto contra a degola; em seguida, faz o Dérbi contra o Palmeiras em 11 de outubro, no Nubank Parque.

Informações de Meu Timão, Diário da Mídia, Gazeta Esportiva e O Povo.