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FIA admite erro no software que travou carros em Sepang e pede desculpas: “Lamentamos por isso”

Nikolas Tombazis isenta as equipes, diz que o programa não tinha sido testado naquelas condições e promete revisão completa com equipes e fabricantes de motores

Por Redação TV Arena04/10, 15h50
Arte: TV Arena Esportes.

A FIA admitiu neste domingo (4) que um erro no software padronizado das unidades de potência provocou a perda de potência de vários carros na volta de apresentação do GP do Bahrein, disputado em Sepang, na Malásia, e que obrigou a direção de prova a mostrar a bandeira vermelha antes da largada. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, explicou o problema depois da corrida e pediu desculpas aos fãs: “Lamentamos por isso”, disse, segundo o F1Mania.

A largada estava marcada para as 4h (de Brasília), mas um temporal atrasou o início. Na primeira tentativa, por volta das 4h40, os carros andaram muito devagar na pista molhada e alguns quase pararam. Lewis Hamilton (Ferrari), Esteban Ocon (Haas) e Valtteri Bottas (Cadillac) ficaram parados, segundo o Grande Prêmio. O problema atingiu carros com motores Ferrari, Audi e Red Bull-Ford, segundo o Terra e o Dive Bomb; o PlanetF1 registra que os carros com motor Mercedes não foram afetados. A prova só começou às 5h33 e foi reduzida de 56 para 55 voltas.

Em comunicado reproduzido pelo Motorsport Week, a FIA atribuiu a falha a “uma combinação inédita de baixa rotação do motor, condições de baixa aderência, configurações de gerenciamento de energia para pista molhada e a configuração dos setores do circuito de Sepang”, e afirmou que o problema não tinha sido detectado nem pela entidade nem pelas equipes nos testes ou nas voltas até o grid. Segundo o The Race, o modo de chuva limita a entrega de energia a 250 kW, contra 350 kW no seco; em velocidade muito baixa na curva 9, o sistema entrou num bloqueio de 60 segundos criado para impedir desligamentos deliberados do MGU-K, e os carros ficaram sem conseguir usar a energia para acelerar.

“Existem configurações especiais no software para condições de chuva, por segurança, para prevenir picos de potência. Houve um erro no software”, afirmou Tombazis, segundo o Grande Prêmio. Ele isentou as equipes — “Não foi problema das equipes” — e reconheceu falha nos testes: “Não conseguimos testar o software tão extensivamente quanto gostaríamos, porque houve muito pouca corrida em pista molhada neste ano”, disse, segundo o The Race. Ao F1Mania, completou: “O software foi testado; ele simplesmente não foi testado nessas condições específicas”.

A solução foi uma atualização que retirou a restrição de limite de energia nos setores afetados, distribuída a todas as equipes durante a interrupção para ser instalada nas unidades de potência antes da relargada. “Fizemos isso muito rápido, em apenas 20 minutos”, disse Tombazis ao Grande Prêmio. Nas equipes, a reação dividiu o tom: Bradley Lord, da Mercedes, disse que o episódio “mostra que a Fórmula 1 é realmente difícil” e defendeu “maior simplificação, em vez de maior complexidade”, enquanto Allan McNish, da Audi, ponderou que era “melhor resolver do que não resolver”, segundo o PlanetF1.

A FIA prometeu “uma análise completa” do caso junto com as equipes e os fabricantes de unidades de potência, segundo o Grande Prêmio. A corrida foi vencida por Max Verstappen (Red Bull), que também teve perda de potência na volta de apresentação, segundo o Dive Bomb; Hamilton, um dos que ficaram parados, terminou em terceiro. A próxima etapa é o GP de Singapura, de 9 a 11 de outubro.

Informações de F1Mania, Grande Prêmio (Tombazis), Grande Prêmio (análise), The Race, Motorsport Week, PlanetF1 e Dive Bomb.