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Flamengo vai à Conmebol contra a escalação de Marcos Rojo e pede vitória por 3 a 0 sobre o Estudiantes para reverter a eliminação na Libertadores

Clube alega que a liminar do TAS era provisória e cita o artigo 19 do Código Disciplinar; Estudiantes tem até segunda para se defender, e Verón reage com "total serenidade"

Por Redação TV Arena24/10, 11h50
Arte: TV Arena Esportes.

O Flamengo apresentou na sexta-feira (23) uma reclamação formal à Conmebol contra a escalação do zagueiro argentino Marcos Rojo pelo Estudiantes no jogo de volta da semifinal da Libertadores, na quinta-feira (22), no Maracanã. O clube alega escalação irregular e pede que a partida, que terminou 0 a 0 e foi decidida nos pênaltis a favor dos argentinos por 3 a 2, seja considerada vitória rubro-negra. A informação foi revelada pelo jornalista Germán García Grova, da TyC Sports e da Radio La Red, e confirmada por Gazeta Esportiva, Lance! e pelo jornal argentino La Nación.

O argumento do Flamengo, segundo o Lance!, é que a medida cautelar concedida pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) na quarta-feira (21) era provisória e deixava o Estudiantes como único responsável pelos riscos jurídicos caso a condição de Rojo fosse contestada depois. Para a diretoria, usar o jogador sem a aprovação prévia da Conmebol "fere o regulamento da própria organizadora da competição". O clube cita o artigo 19 do Código Disciplinar da entidade, que prevê derrota por 3 a 0 a quem escalar atleta em situação irregular, além de multa e outras sanções, e pede a abertura de processo disciplinar, de acordo com a Gazeta Esportiva.

O caso começou no início de outubro. Rojo deixou o Racing depois de atritos com o presidente Diego Milito e foi contratado pelo Estudiantes por US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), com mais US$ 250 mil por vaga na final e US$ 450 mil em caso de título, segundo o Lance!. A Conmebol recusou a inscrição na Libertadores na vaga do volante uruguaio Gabriel Neves, lesionado, por entender que o caso não atendia aos critérios de substituição; o La Nación acrescenta que a entidade citou o artigo 6 do Regulamento de Transferências da FIFA e o fato de a janela da AFA estar fechada. Rojo desfalcou a ida, em La Plata, e o clube recorreu ao TAS, que mandou incluí-lo na Lista de Boa Fé.

No Maracanã, Rojo foi titular na lateral esquerda escolhido pelo técnico Alexander Medina, teve a chance mais clara do Estudiantes no tempo normal, numa cabeçada defendida por Agustín Rossi, e foi substituído no segundo tempo por Tomás Palacios. Na disputa de pênaltis, o goleiro Fernando Muslera defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.

Do lado argentino, o presidente Juan Sebastián Verón recebeu a reclamação com "total serenidade", segundo o La Nación. O Estudiantes sustenta que Rojo constava na Lista de Boa Fé desde as 11h (horário do Rio) do dia do jogo e que não há base legal para o protesto, porque a autorização veio do TAS, "uma autoridade superior". O clube já foi notificado: tem até segunda-feira (26), às 18h de Brasília, para apresentar defesa, de acordo com García Grova, citado pela CNN Brasil; o La Nación fala em prazo até a próxima semana. O Flamengo não divulgou nota oficial sobre o pedido.

Enquanto a Conmebol não decide, a classificação do Estudiantes está mantida, e a final segue marcada contra o Palmeiras em 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. No Brasileirão, o Flamengo de Leonardo Jardim, líder com 67 pontos, volta a campo na segunda-feira (26), às 20h, contra o Atlético-MG, no Maracanã, pela 32ª rodada — no mesmo dia em que vence o prazo de defesa do Estudiantes.

Informações de Lance!, Gazeta Esportiva, La Nación e CNN Brasil.