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Flamengo e Fluminense vão jogar o Fla-Flu com “Proibir não é proteger” na camisa, em protesto conjunto contra a MP que suspendeu as bets

Ação foi articulada por Betano e Superbet, patrocinadoras máster dos dois clubes; Mattheus Montenegro diz que o contrato do Fluminense com a Superbet está suspenso

Por Redação TV Arena09/10, 19h55
Arte: TV Arena Esportes.

Flamengo e Fluminense entram em campo no Fla-Flu deste domingo (11), às 17h30, no Maracanã, pela 30ª rodada do Brasileirão, com a frase “Proibir não é proteger” no espaço principal da camisa. É um protesto conjunto contra a medida provisória do governo federal que suspendeu a atividade das casas de apostas de quota fixa no país. A ação foi revelada pelo presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, em entrevista à FluTV, e confirmada pelo Lance!, pelo Metrópoles e pela Agência O Globo.

Segundo Montenegro, a iniciativa partiu das patrocinadoras máster dos dois clubes, a Betano (Flamengo) e a Superbet (Fluminense). “Houve um alinhamento entre a Superbet e a Betano”, disse o dirigente, na declaração reproduzida pelo Metrópoles. A Agência O Globo informa que a campanha é bancada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e por clubes ligados a ele, entre eles os dois cariocas. O Flamengo já tinha usado a mesma mensagem na camisa no empate por 2 a 2 com o Santos, na quinta-feira (8), na Vila Belmiro.

Montenegro defendeu a regulação, e não a proibição. “Todos têm consciência de que as bets prejudicaram famílias”, afirmou, citando endividamento e problemas de saúde e sociais, segundo O Globo. Para ele, só o mercado regulado permite controle: sites ilegais não pagam outorga nem impostos e não têm fiscalização. “A melhor forma de você proteger é ter o controle”, disse, de acordo com o Metrópoles. O presidente também contou, segundo o Terra (Jogada10), que a medida “pegou a gente de surpresa, porque do dia pra noite”, e que o clube não quer entrar em debate político.

O impacto financeiro já chegou ao Fluminense. Com a saída da Superbet das operações de apostas no Brasil, o clube deixou de exibir a marca e, contra o Coritiba, na quinta, jogou com a SuperScore, aplicativo de estatísticas e resultados do mesmo grupo, sem produtos de apostas. “A nossa contrapartida fica suspensa, porque o contrato foi feito para a gente exibir a marca Superbet”, explicou Montenegro, segundo o Terra. O contrato prevê rediscussão em caso de restrição ao setor, e a negociação está em andamento; o dirigente lembrou ainda que a maior parte da receita das placas de publicidade à beira do campo vem de casas de apostas.

A frase vale só para o clássico: a partir do jogo seguinte, a SuperScore volta ao peito da camisa tricolor, segundo o Lance!. Outros clubes também perderam patrocinadores máster depois da MP, como São Paulo e Corinthians, e nas últimas rodadas da Série A as placas de campo exibiram mensagens contra a medida, de acordo com O Globo. A MP ainda precisa ser analisada pelo Congresso para virar lei.

Dentro de campo, o clássico vale muito. O Flamengo lidera com 61 pontos, só um à frente do Palmeiras, que no mesmo horário enfrenta o Corinthians, e não terá o volante Jorginho, expulso contra o Santos. O Fluminense é o 3º, com 51 pontos, depois de golear o Coritiba por 4 a 0 com três gols de Jefferson Savarino, mas perdeu o atacante Riquelme Felipe, que teve lesão de grau 2 na coxa esquerda e iniciou tratamento no CT Carlos Castilho, segundo o clube.

Informações de Lance!, Metrópoles, Terra / Jogada10 e O Globo (via Tribuna do Sertão).