Natália Silva rebate Shevchenko: "O cinturão não é dela, é meu. Ela que entre na fila"
Nova campeã dos moscas quer defender o título já no começo de 2027, cita Alexa Grasso e Erin Blanchfield como desafiantes e sonha com luta no Brasil; casa de apostas abre a brasileira como azarão contra a quirguiz
Cinco dias depois de conquistar o cinturão vago do peso-mosca no UFC 332, Natália Silva respondeu ao recado de Valentina Shevchenko. Em entrevista ao Sherdog publicada nesta quinta-feira (8), a mineira agradeceu à ex-campeã por ter assistido à luta, "agora que ela tem tempo para acompanhar a divisão", e corrigiu a mensagem da rival: "Tem uma coisa errada no que ela disse. O cinturão não é dela, é meu." Shevchenko, que abriu mão do título em setembro por causa de lesão, tinha escrito no X que Natália deveria mantê-lo "aquecido" porque ela estaria "chegando em breve" para buscar o "meu cinturão".
Natália lembrou que esperou pela quirguiz por mais de um ano. "Eu esperei muito tempo pela Valentina. Eu deveria ter lutado com ela, mas o UFC me deu a Alexa Grasso em maio de 2025 e depois a Namajunas em janeiro", disse ao Sherdog. "Agora ela quer lutar? Tudo bem. Ela que entre na fila." Em entrevista a Guilherme Cruz, do MMA Fighting, republicada pelo Yahoo Sports, foi na mesma linha: "O cinturão não é mais dela, o cinturão é meu. Eu sou a campeã", afirmou, acrescentando que, "para ser sincera", já não está preocupada com Shevchenko.
A brasileira deixou claro que não pretende ficar parada. "Quero lutar logo. Não quero ficar esperando", disse ao MMA Fighting, explicando que quer aproveitar a juventude e o fato de estar sem lesões para lutar com mais frequência. Ela citou Alexa Grasso e Erin Blanchfield como possíveis adversárias na primeira defesa, que imagina para o primeiro trimestre de 2027, e pediu que o ranking e a fila de desafiantes sejam respeitados. Também revelou o desejo de defender o título em casa: "Imagina ter uma luta aqui no Brasil?" — ela nunca lutou no Brasil pelo UFC.
Natália também respondeu à chinesa Wang Cong, que em vídeo depois da luta disse que uma dedada no olho no começo do combate prejudicou seu desempenho. "Ela disse que meu dedo encostou no olho dela, mas minha mão estava fechada. Não foi uma dedada ilegal, como acabou sendo mostrado na internet", afirmou ao Sherdog. Sobre a declaração de Dana White de que Wang se arrependeria ao rever a luta, a campeã disse que sua estratégia é que anulou a adversária: "Nossa estratégia é tão bem executada que conseguimos impor o nosso plano de jogo, e a adversária não consegue fazer o que tinha planejado." Ela venceu por decisão unânime, em 3 de outubro, em Salt Lake City.
O mercado de apostas já precificou os dois confrontos. Segundo o Sherdog, a BetOnline abriu Natália como azarã contra Shevchenko (+165, com a quirguiz a -190) e como favorita contra Alexa Grasso (-300 a +250). Grasso, com cartel de 18 vitórias, 5 derrotas e 1 empate, venceu as duas lutas que fez desde que perdeu para a brasileira por decisão unânime (30-27 nas três papeletas) no UFC 315, em maio de 2025: derrotou Maycee Barber e Manon Fiorot. Shevchenko fez sua última luta em novembro de 2025, quando defendeu o título contra Zhang Weili por decisão, e tem volta prevista apenas para 2027.
Com a vitória sobre Wang, Natália chegou a nove vitórias seguidas no UFC e 15 no total, segundo o Sherdog. De volta a Minas Gerais, a campeã desfilou com o cinturão pelas ruas de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde treina na academia de Carlos Borracha, na quarta-feira (7), e foi ovacionada por fãs, segundo a Itatiaia e a CNN Brasil. O UFC ainda não anunciou a primeira defesa do título.
Informações de Sherdog, MMA Fighting / Yahoo Sports, Sherdog (odds), Itatiaia e CNN Brasil.