Antofagasta terá final brasileira: Thiago Wild atropela Lautaro Midón, João Lucas Reis derruba o cabeça 5 Prado Ângelo, e os dois decidem o título no domingo
Wild fez 6/4 e 6/1 em 1h22 e busca o segundo título seguido; Reis venceu por 6/3 e 6/4 em 1h29, sobe provisoriamente para o 202º lugar e tenta o primeiro troféu da temporada
O Challenger 75 de Antofagasta, no Chile, terá final entre dois brasileiros neste domingo (11). Neste sábado (10), o paranaense Thiago Wild, 136º do ranking mundial, venceu o argentino Lautaro Midón, 206º e sétimo cabeça de chave, por 6/4 e 6/1, em 1h22. Logo depois, o pernambucano João Lucas Reis, 230º, eliminou o boliviano Juan Carlos Prado Ângelo, 162º e quinto cabeça de chave, por 6/3 e 6/4, em 1h29. Os resultados foram publicados pelo TenisNews e pelo Brasil Tênis. O torneio é disputado no saibro e distribui US$ 107 mil em premiação.
Midón vinha de eliminar outro brasileiro, Eduardo Ribeiro, nas quartas de final, mas não conseguiu segurar Wild depois do primeiro set. O paranaense, campeão juvenil do US Open em 2018 e ex-top 60, chegou a Antofagasta depois de várias semanas parado por lesão e segue invicto desde a volta: na campanha, já tinha passado por Felipe Meligeni nas quartas, por 6/1 e 6/4, sem enfrentar break point. Antes da pausa, ele havia sido campeão do Challenger 125 de Gênova, na Itália, em setembro — o último torneio que tinha disputado.
Reis fez uma partida de poucas oscilações contra Prado Ângelo, de 21 anos, ex-número 1 do ranking juvenil e vice-campeão juvenil de Roland Garros em 2023. Segundo o Brasil Tênis, o brasileiro, de 26 anos, não teve o saque quebrado no primeiro set e converteu um de três break points. No segundo, quebrou no quinto game, viu a partida entrar numa sequência de cinco quebras seguidas e, no 5/4, confirmou o serviço e fechou no primeiro match point, cedendo só um ponto no último game.
A temporada de Wild já tem três títulos — os Challengers 125 de Zug (Suíça) e de Gênova, além do de Piracicaba (SP) — e um vice, em Itajaí (SC). A final de domingo é a quinta dele no ano e, segundo o TenisNews, uma vitória daria ao paranaense o segundo título seguido e o décimo da carreira no circuito Challenger. Pela projeção do Brasil Tênis, a campanha até a semifinal já o colocava por volta do 128º lugar, e o título o aproximaria dos 120 primeiros.
Para Reis, é a terceira final da temporada e a oitava de Challenger na carreira, informou o TenisNews. Ele perdeu as duas decisões anteriores de 2026, em Tulln (Áustria) e em Tallahassee (Estados Unidos), e tem um título nesse nível, conquistado em Santa Fé, na Argentina, no ano passado. Só por chegar à final, sobe provisoriamente 28 posições, para o 202º lugar; se for campeão, volta ao top 200 e pode chegar ao 184º, segundo o Brasil Tênis.
No confronto direto, Wild lidera por 3 a 1. Reis venceu o primeiro duelo, em 2018, e o paranaense ganhou os três seguintes: em Buenos Aires e em São Leopoldo, em 2022, e em Santiago, em 2023, segundo o Brasil Tênis. O horário da final de domingo ainda não havia sido divulgado pela organização até a publicação desta nota; os jogos têm transmissão ao vivo pela Challenger TV, no site da ATP.
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