Superliga é lançada com oito substituições por set, rigor contra o toque-ataque e todos os jogos na Globo; CBV vê esta como a última edição no modelo atual
Feminino começa em 17 de outubro, masculino em 24; Sada Cruzeiro, dono de dez títulos, estreia contra o Montes Claros no dia 26 e Norde Vôlei, de Marcelo Negrão, devolve o Nordeste à elite
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) lançou oficialmente nesta quinta-feira (1º) a 33ª edição da Superliga, em evento na COB Expo, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo, com representantes das 24 equipes participantes. Serão 12 times no masculino e 12 no feminino, de 18 cidades em sete estados e no Distrito Federal, em cerca de 290 jogos ao longo de sete meses. A temporada reúne 16 medalhistas olímpicos, dez deles campeões, e 41 atletas e técnicos estrangeiros, segundo a Gazeta Esportiva, O Tempo e o Melhor do Vôlei.
A principal mudança no regulamento é o aumento do limite de substituições por set de seis para oito, de acordo com a Gazeta Esportiva, a Máquina do Esporte e o Web Vôlei. A regra acompanha protocolos em teste pela Federação Internacional (FIVB) e também será adotada na Itália em 2026/27; na prática, facilita a dupla troca entre levantador e oposto sem esgotar as alterações do técnico no meio do set, segundo o Web Vôlei. A outra novidade é de arbitragem: os juízes receberam orientação para punir com mais rigor a condução e o ataque irregular, o chamado toque-ataque, lance que costuma gerar polêmica por depender de interpretação.
Todos os jogos serão transmitidos pelo Grupo Globo: SporTV 2 na TV fechada, ge tv no YouTube e TV Globo na TV aberta para as partidas decisivas, segundo a Máquina do Esporte. A CBV renovou a parceria com a emissora até a temporada 2028/29, de acordo com a Itatiaia. "Teremos 100% das transmissões pelo Grupo Globo, para que todo torcedor de vôlei possa assistir a todos os jogos ao vivo", disse o presidente da CBV, Radamés Lattari, conforme o Olimpíada Todo Dia. Banco do Brasil, Enel, Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Recoma e Mikasa seguem como parceiros.
No mesmo evento, Lattari afirmou à Máquina do Esporte que a CBV acredita que esta será a última Superliga no modelo comercial atual. Segundo o dirigente, as conversas estão "bem avançadas" para criar uma empresa com participação da confederação e dos clubes para gerir a competição e atrair investidores. Três formatos estão em estudo: um sócio-investidor com a CBV cuidando dos direitos comerciais e de mídia; um modelo associativo, nos moldes do NBB no basquete e dos blocos Libra e FFU no futebol; e um consórcio. Um escritório de advocacia desenha a estrutura, e Lattari prometeu "novidades em breve".
O masculino tem Sada Cruzeiro, Itambé Minas, Praia Clube, Monte Carmelo e Montes Claros (os cinco mineiros), Sesi Bauru, Suzano, Vôlei Guarulhos, Vôlei Renata, Vôlei São José, Goiás Vôlei e o estreante Norde Vôlei, do Ceará, que recoloca o Nordeste na elite depois de a região ficar sem representante desde 2023 e é comandado pelo campeão olímpico Marcelo Negrão. O Sada Cruzeiro defende o título e soma dez conquistas, recorde da competição; no feminino, a atual campeã é o Dentil Praia Clube. Lucarelli e Maique, do Itambé Minas, estão entre os sete campeões sul-americanos da seleção masculina inscritos, segundo o Melhor do Vôlei.
O feminino abre a temporada em 17 de outubro, com Gerdau Minas x Brusque, e o masculino começa em 24 de outubro, com Vôlei Guarulhos x Monte Carmelo, segundo o Web Vôlei. O primeiro turno masculino tem 11 rodadas e vai até 23 de dezembro. O Sada Cruzeiro estreia na busca pelo 11º título em 26 de outubro, às 18h30, contra o Montes Claros, no Ginásio Tancredo Neves, em Montes Claros, de acordo com O Tempo. Os oito primeiros de cada naipe avançam aos playoffs.
Informações de Gazeta Esportiva, Máquina do Esporte, Máquina do Esporte, Web Vôlei, O Tempo, Olimpíada Todo Dia e Melhor do Vôlei.